Indústria da malha da Serra Gaúcha acelera investimento em tecnologia e recebe pela primeira vez o presidente da japonesa Shima Seiki
A indústria da malha do Rio Grande do Sul vive um momento de retomada tecnológica. Segundo dados da Receita Dados/Sefaz-RS, compilados pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS), o setor têxtil gaúcho acumulou R$ 4,8 bilhões em vendas nos últimos 12 meses. Nesse cenário, investir em automação, produtividade e inovação deixou de ser diferencial para se tornar condição de competitividade, especialmente em uma região historicamente reconhecida pela tradição de sua indústria de malharia, a Serra Gaúcha.
É nesse contexto que Caxias do Sul recebeu no dia 9 de julho, uma das quatro etapas nacionais do 24º Tech Fashion, encontro promovido pela Brastema que reúne empresários, industriais, estilistas, técnicos e profissionais da cadeia têxtil para discutir os rumos do setor. A programação contou com a palestra “Confirmações de Inverno”, com Cecília Seibel, trazendo análises sobre comportamento, consumo e tendências para as próximas temporadas.
A edição gaúcha teve um momento histórico: a presença do Mr. Mitsuhiro Shima, presidente da japonesa Shima Seiki, referência mundial em tecnologia para malharia retilínea computadorizada, em sua primeira visita ao Brasil. Antes de Caxias do Sul, o executivo japonês participou da etapa de Águas de Lindóia (SP), no dia 7 de julho. Duas cidades que reforçam a relevância estratégica desses mercados para a Shima Seiki.
Com mais de seis décadas de atuação, a Shima Seiki é referência mundial no desenvolvimento de soluções que unem automação, design e sustentabilidade, incluindo a tecnologia WholeGarment, capaz de produzir peças inteiras, sem costuras, reduzindo desperdício de matéria-prima, etapas produtivas e tempo de fabricação.
O momento também reflete a força do setor em escala nacional. Segundo a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT), o Brasil está entre os quatro maiores produtores mundiais de malhas, com produção de 475,8 mil toneladas em 2024. A cadeia têxtil e de confecção reúne mais de 25 mil empresas, gera 1,34 milhão de empregos formais e movimenta mais de R$ 200 bilhões por ano. Números que demonstram a relevância econômica de um setor que tem na inovação um dos principais caminhos para ampliar sua competitividade.
Na Serra Gaúcha, a indústria da malharia retilínea e do tricô é uma das mais tradicionais do Brasil, reunindo empresas que abastecem o mercado nacional e internacional. Segundo o Sindicato das Indústrias de Fiação, Tecelagem, Malharias, Vestuário, Calçados e Acessórios da Serra Gaúcha (Fitemavest), a entidade representa 533 indústrias, responsáveis por mais de 6 mil empregos diretos e 20 mil indiretos, o que evidencia a importância da cadeia produtiva para a economia local.
“A indústria da malha passa por uma transformação importante. As empresas estão investindo cada vez mais em tecnologia para produzir com mais eficiência, qualidade e sustentabilidade. O Tech Fashion foi criado justamente para aproximar os empresários das principais inovações disponíveis no mundo e promover a troca de conhecimento entre quem está construindo o futuro do setor”, destaca o diretor da Brastema, Luis Seidl.
Brastema acompanha a evolução tecnológica da indústria
Há 36 anos conectando a indústria brasileira às tecnologias mais avançadas do mundo para a produção de malhas, a Brastema consolidou-se como uma das principais operações da Shima Seiki fora do Japão. Com sede em Caxias do Sul e unidades em Águas de Lindóia (SP) e Blumenau (SC), a empresa é representante oficial das marcas Shima Seiki, H2G e Mentasti no Brasil desde 1990 e no Equador desde 2008.
Nos últimos seis anos, a Brastema comercializou aproximadamente 1.200 máquinas Shima Seiki no Brasil e no Equador. Atualmente, atende mais de 300 clientes ativos, conta com uma equipe de 44 colaboradores e mantém um estoque de mais de 5 mil itens de peças de reposição originais, assegurando suporte técnico especializado. O principal mercado da empresa está concentrado no Sul de Minas Gerais, região estratégica pela proximidade com São Paulo, maior centro consumidor de moda do Brasil.
A relevância da operação brasileira também é reconhecida internacionalmente. Entre 2020 e 2022, a Brastema ocupou a 5ª posição mundial entre os distribuidores da Shima Seiki. Atualmente, está na 8ª colocação, à frente de operações instaladas em mercados tradicionalmente fortes da indústria têxtil, como Japão, Coreia do Sul e Inglaterra. Reflexo desse momento, a empresa projeta crescimento de aproximadamente 30% em 2026, com expectativa de alcançar R$ 60 milhões em faturamento.
Saiba mais sobre a Brastema no site www.brastema.com.br .